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Instituições biomédicas portuguesas mostram melhorias na abertura para com a investigação animal


Instituições biomédicas portuguesas mostram melhorias na abertura para com a investigação animal

Instituições científicas e outras organizações ligadas à investigação biomédica em Portugal têm demonstrado uma melhoria encorajadora na sua abertura na discussão pública da utilização de animais na investigação, num relatório publicado pela European Animal Research Association (EARA).


O terceiro relatório de avaliação está enquadrado no Acordo de Transparência sobre Investigação Animal em Portugal, assinado em 2018 por 16 instituições. O acordo inclui agora 25 instituições signatárias dos setores público e privado de investigação, e o relatório mostrou que, em 2022, as instituições continuaram a ser proativas na comunicação com o público sobre investigação em animais.


Este relatório coincide com a Semana da Ciência e Tecnologia em Portugal, promovida pela agência nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Ciência Viva. Para assinalar o seu lançamento, será realizado um evento online na conta portuguesa do Twitter da EARA (@EARA_PT) no dia 20 de novembro, com infográficos que destacam as conquistas e os progressos alcançados no âmbito do Acordo de Transparência de Portugal.


A maioria das instituições signatárias interagiu com o público, comunicando regularmente sobre a forma como a investigação em animais é conduzida nas suas instalações ou sobre os resultados de investigações que exigiram a utilização de animais. A maioria das instituições também relata que usou as redes sociais para esse fim. As realizações mais notáveis de maior abertura e transparência em 2022 foram:


· A maioria dos signatários (71%) partilhou imagens das instalações onde se encontram os animais e cerca de metade dos signatários (47%) partilhou imagens dos animais utilizados na investigação.

· Quase todos os signatários (94%) têm uma declaração de posição sobre investigação em animais disponível em seu site.


A implementação do Acordo, coordenada pela EARA, baseia-se em quatro compromissos, os três primeiros dos quais se referem à promoção e melhoria da comunicação interna e externa por parte das instituições signatárias e o último refere-se à partilha de experiências e resultados.


Alguns exemplos de abertura:

- Transparency Thursday” – Ana Isabel Moura Santos (NOVA Medical School) e Ana João Rodrigues (ICVS – Life and Health Sciences Research Institute) e series na página de Instagram do i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

- Redes Sociais - Post LinkedIn (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa), Post Facebook (Instituto Gulbenkian de Ciência), Post Facebook (Instituto Gulbenkian de Ciência), Post Twitter (Instituto Gulbenkian de Ciência), Post Facebook (i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde)


No entanto, há áreas que requerem maiores melhorias:


· Neste momento, um quarto (24%) das instituições signatárias inclui resumos não técnicos dos seus projetos autorizados nos seus websites, o que é menos do que no ano passado.

· Metade das instituições signatárias (53%) referiu dar palestras e apresentações sobre o uso de animais em investigação para promover a comunicação interna, o que representa uma diminuição em relação aos 63% reportados no último relatório. A organização de apresentações e palestras é um dos principais meios de promover a abertura, pelo que deve haver um compromisso especial por parte dos signatários em reorganizar este tipo de iniciativas de forma regular agora que a pandemia de Covid-19 acabou e a organização de eventos online é mais fácil.


O acordo de transparência em Portugal, que inclui principalmente universidades e centros de investigação, é um dos oito acordos na Europa (Bélgica, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Suíça, Reino Unido). Desde o início do presente ano (2023), o Acordo de Transparência Português teve novos signatários da indústria farmacêutica bem como a primeira associação portuguesa de doentes, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP).


Para aumentar o conhecimento científico e melhorar a medicina humana e veterinária, bem como proteger melhor os seres humanos, os animais e o ambiente, a investigação de alta qualidade, incluindo testes de vacinas, como a Covid-19, requer uma abordagem que inclua modelos animais. Os cientistas devem sempre utilizar modelos alternativos não animais, se estes estiverem disponíveis, de forma a reduzir, refinar e substituir ao máximo os animais utilizados. No entanto, ainda não é cientificamente previsível um substituto completo para a investigação em animais.

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